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sexta-feira, 12 de junho de 2026

Solenidade do Sagrado Coração de Jesus

 

Jesus, manso e humilde de coração,
fazei o nosso coração semelhante ao Vosso!

Sagrado Coração de Jesus,
nós temos confiança em Vós!

domingo, 24 de maio de 2026

Pentecostes

 


“Todos ficaram repletos do Espírito Santo.”
(Atos 2:4)

Que essa graça também alcance nossa casa,
nossa família e nosso coração.
Vinde Espírito Santo!



domingo, 23 de novembro de 2025

Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo


Na cruz, aparece uma única frase: "Este é o rei dos judeus" (Lc 23,38). Eis o seu título: Rei. Mas observando Jesus, inverte-se a ideia que temos de um rei. Tentando visualizá-lo, pensaremos em um homem forte sentado em um trono com preciosas insígnias, um cetro na mão e anéis brilhantes nos dedos, enquanto solenemente fala aos súditos. Tal seria, em linhas gerais, a imagem de um rei que temos na cabeça. Mas fixando Jesus, vemos que é completamente diferente. Não está sentado em um trono confortável, mas pendurado em um patíbulo; o Deus que "derruba os poderosos de seus tronos" (Lc 1,52), comporta-se como servo cravado na cruz pelos poderosos; adornado apenas com cravos e espinhos, despojado de tudo, mas rico de amor. Do trono da cruz, já não ensina às multidões com a palavra, nem levanta a mão para ensinar; faz mais: não aponta o dedo contra ninguém, mas abre os braços a todos. Assim se manifesta o nosso Rei: de braços abertos - a brasa aduerte

E só entrando no seu abraço é que compreendemos que Deus se deixou levar até àquele ponto, até o paradoxo da cruz, precisamente para abraçar tudo em nós, incluindo quanto havia de mais distante dele: a nossa morte (Ele abraçou a nossa morte), o nosso sofrimento, as nossas pobrezas, as nossas fragilidades e as nossas misérias. Ele abraçou tudo isso. Fez-se servo para que cada um de nós se sentisse filho (com a sua servidão pagou a nossa filiação); deixou-se insultar e escarnecer, para que, em qualquer humilhação, já ninguém de nós estivesse sozinho; deixou-se despojar, para que ninguém se sentisse despojado da sua dignidade; subiu à cruz, para que, em cada crucificado da história, houvesse a presença de Deus. Eis o nosso Rei, Rei de cada um de nós, Rei do universo, porque atravessou os confins mais remotos do humano, entrou nos buracos negros do ódio, nos buracos negros do abandono para iluminar cada vida e abraçar toda a realidade. (...)

Palavras do Papa Francisco

Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo
Catedral de Asti - Piemonte - em 20 de novembro de 2022


sexta-feira, 15 de agosto de 2025

Assunção de Nossa Senhora - Dogma de Fé


A Solenidade da Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria é celebrada no dia 15 de agosto

O dogma de Fé da Assunção de Nossa Senhora significa que Maria foi elevada ao céu em corpo e alma. A Assunção foi definida como dogma infalível pela Igreja Católica há pouco tempo, mas escritos sobre a Assunção de Maria já circulavam desde, pelo menos, o Século IV. O dogma foi proclamado pelo Papa Pio XII, a 1º de novembro de 1950, na Constituição Apostólica "Munificentissimus Deus": "Pela autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e em nossa própria autoridade, proclamamos, declaramos e definimos como dogma divinamente revelado, que a imaculada Mãe de Deus, Maria sempre Virgem, uma vez terminado seu curso da vida terrena, foi elevada em corpo e alma à glória do céu".

A frase "terminado o curso de sua vida terrena", deixa em aberto a questão de saber se a Virgem Maria morreu antes de sua assunção ou se ela foi assunta antes de morrer. Ambas as possibilidades são aceitas pela Igreja Católica que ensina que a Assunção de Maria foi um presente divino a ela como a "Mãe de Deus".

O dogma da Assunção nos dá uma certeza: Maria já alcançou a realização final. Tornou-se um sinal para a Igreja que, olhando para ela, crê no cumprimento das promessas de Deus.

"A Assunção de Maria lembra-nos também o objetivo de nossa vida: estar, um dia, eternamente, com Deus. Uma irmã e mãe nossa - irmã na ordem de criação, mãe na ordem da graça -, já está com Deus. Renova-se, assim, em nosso coração a esperança e a certeza de um dia também estar com o Senhor para sempre". (Com Maria a Mãe de Jesus, Murilo S. R. Krieger, 2001)

Fonte: Revista Brasil Cristão - Pe. Francisco Sehnem, SCJ

domingo, 8 de junho de 2025

A Sequência de Pentecostes


A Sequência é um gênero de texto litúrgico, cujo nome deriva do fato de ser cantada ou recitada após a aclamação, como um prolongamento do Aleluia.

A sequência de Pentecostes é uma das cinco atualmente em uso no Rito Romano, sendo também conhecida por sua invocação inicial: Veni Sancte Spiritus.

Assim como os hinos, lembramos aqui do Glória e do Santo, as Sequências não podem ter o seu texto alterado, suprimido ou prolongado.

Quanto a autoria da Sequência de Pentecostes, esta é atribuída a Stephen Langton, chanceler da Universidade de Paris e Arcebispo de Canterbury.

Sequência de Pentecostes

  • Espírito de Deus, enviai dos céus um raio de luz!
  • Vinde, Pai dos pobres, dai aos corações vossos sete dons.
  • Consolo que acalma, hóspede da alma, doce alívio, vinde!
  • No labor, descanso, na aflição, remanso, no calor, aragem.
  • Enchei, luz bendita, chama que crepita, o íntimo de nós!
  • Sem a luz que acode, nada o homem pode, nenhum bem há nele.
  • Ao sujo lavai, ao seco regai, curai o doente.
  • Dobrai o que é duro, guiai no escuro, o frio aquecei.
  • Dai à Vossa Igreja, que espera e deseja, Vossos sete dons.
  • Daí em prêmio ao forte uma santa morte, alegria eterna. Amém!

quinta-feira, 16 de junho de 2022

Solenidade de Corpus Christi


"Duas espécies de pessoas devem comungar com frequência:
os perfeitos para se conservarem perfeitos,
e os imperfeitos para chegarem à perfeição."
                                                                           (São Francisco de Sales)

 

domingo, 30 de maio de 2021

Solenidade da Santíssima Trindade

Foi Cristo mesmo que nos revelou o mistério da Santíssima Trindade, mistério de comunhão e de amor.
Hoje somos chamados não para decifrar o mistério da Trindade Santa, mas sim para contemplar o Deus que é amor eterno, que é comunidade, que é Comunhão.

Jesus nos convida a penetrar nesse mistério de amor, para que sejamos vida e comunhão no mundo.

O amor é a totalidade e, por isso, vamos ao Pai por meio do Cristo e no Espírito.


" Porque sois filhos,
Deus enviou aos nossos corações
o Espírito do seu Filho,
que clama: Abba, Pai! "

Oremos:
Trindade Santa, fonte de eterno amor, olhai para nós com vossa compaixão, socorrei-nos com vossa bondade e ajudai-nos a alcançar a paz e a vida plena. Amém!



domingo, 3 de janeiro de 2021

Epifania do Senhor

 Vinde, adoremos a Jesus Cristo, luz dos povos!


O nosso Deus é o Rei da Paz que se fez semelhante a nós em tudo, menos no pecado, e nos elevou a condição de co-herdeiros de seu reino. Não podemos deixar que nossas más escolhas nos afastem deste bem gratuito que Ele nos oferece.

Oremos:

Querido Pai, queremos renovar nossa fé em Vosso Filho Jesus Cristo, que, presente no meio de nós, continua a oferecer ao mundo Vosso amor e Vosso perdão.
Queremos também vos pedir perdão pelas atitudes antievangélicas que tivemos com nossos irmãos, em especial às minorias. Dai-nos forças para também perdoar a todos que nos ofenderam.
Assim seja! Amém!
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terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Solenidade de Santa Mãe de Deus

Dia Mundial da Paz e Fraternidade Universal


Por Maria veio ao mundo Cristo, nossa paz!

Mergulhados na força da paz e da esperança, somos chamados a contemplar o silêncio de Maria.

Do seu jeito, também contemplamos o mistério inefável de nossa redenção e guardamos no coração a palavra redentora de Cristo.

A exemplo de Maria, o Cristo espera que sejamos fecundos de vida. Assim, alcançaremos a paz quando a vida for amada e respeitada como dom divino.

Celebremos, pois, a paz, o amor, a vida e a presença amorosa do Senhor entre nós!
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domingo, 25 de novembro de 2018

Solenidade de Cristo Rei

O Cordeiro que foi imolado
é digno de receber o poder,
a divindade, a sabedoria,
a força e a honra.
A Ele glória e poder
através dos séculos.


Nesta solenidade de Cristo Rei e na conclusão do Ano Nacional do Laicato, elevamos nossa súplica ao Pai Celeste a fim de que sejamos fieis anunciadores de Seu Reino.

Pedimos por todos os ministros da Igreja e todos os fieis para que diante de tantos tormentos e acusações se mantenham fieis ao Papa Francisco a fim de que tendo um só pastor e sendo um só rebanho demos provas de que realmente compreendemos as palavras de Jesus: "o meu reino não é deste mundo", e ao fazer a opção pelo Reino de Jesus renegamos todas as formas de exclusão, preconceito, busca de poder e status, buscando sempre fazer-nos "servos de todos" como nosso Mestre e Senhor.
Que saibamos ser "sal da terra e luz do mundo" a fim de que vivendo a fé no cotidiano, no trabalho de cada dia, nas tarefas mais humildes, no voluntariado, cuja vida está escondida em Deus, "sejamos o perfume de Cristo, o fermento do Reino e a glória do Evangelho" (Doc. 105, 35).
Amém!
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segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Transfiguração do Senhor


06 de agosto - Transfiguração do Senhor

A transfiguração é a transformação dos nossos sentidos; os nossos olhos contemplam Deus, os nossos ouvidos O escutam e a nossa boca fala com Ele.

Na oração somos transfigurados e transformados, e os nossos sentidos se voltam para o Senhor.

Na transfiguração e na via da adoração, nosso ser deixa resplandecer a presença de Deus em nossa vida.

Que, na Festa da Transfiguração do Senhor, possamos buscar, no caminho da oração, a transformação e a transfiguração da nossa própria vida.

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sábado, 8 de abril de 2017

Conhecer bem a Semana Santa


A Semana Santa está inserida no Ciclo da Páscoa, que começa com a Quaresma e vai até a Festa de Pentecostes.

O ciclo se divide em 3 tempos: Quaresma / Semana Santa / Tempo Pascal

Quaresma

A Quaresma compreende a Quarta-feira de Cinzas e mais cinco domingos, como preparação para a Páscoa. É um tempo de penitência, jejum e oração. As leituras bíblicas são próprias para esse período de exame de consciência.

O quarto domingo é chamado Domingo da Alegria, quando nos lembramos que a Páscoa se aproxima.

Semana Santa

Depois começa a Semana Santa, com o Domingo de Ramos, quando relembramos a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém.

Na Segunda-feira Santa recordamos a prisão de Jesus.

Na Terça-feira Santa celebra-se as Sete Dores de Nossa Senhora.

Na Quarta-feira Santa celebramos a Procissão do Encontro do Senhor dos Passos com sua Mãe, Nossa Senhora das Dores.

Na sequência temos o Tríduo Pascal com a Quinta-feira Santa e a Instituição da Eucaristia, a Sexta-feira Santa com a Paixão e Morte de Jesus, e a Vigília Pascal, na madrugada do Domingo, quando celebramos a Ressurreição de Jesus.

Tempo Pascal 

Em seguida entramos no Tempo Pascal, que começa no Domingo de Páscoa e se estende por mais cinco domingos.

Depois celebramos o Domingo da Ascensão do Senhor e o Domingo de Pentecostes, fechando o Ciclo Pascal, que dura 14 semanas.

De todos os dias do ano, o Domingo de Páscoa é o dia mais importante para nós cristãos, pois, com sua ressurreição, Jesus vence a morte e nos garante a vida eterna. Esse dia se estende por mais 50 dias, até o Domingo de Pentecostes.


Historicamente, a ressurreição de Jesus é o acontecimento mais importante da humanidade, pois marca a redenção e a libertação do pecado da humanidade.

Celebrar a Semana Santa não significa simplesmente relembrar fatos passados da vida de Jesus. Não. É como se vivêssemos tudo novamente, como na celebração da Santa Missa.

E se celebramos com fé e devoção o Tríduo Pascal, recebemos um importante benefício espiritual: as Indulgências.

Durante o Tríduo Pascal ganhamos, para nós ou para os fieis defuntos, uma Indulgência Plenária se realizarmos uma das seguintes obras estabelecidas pela Santa Igreja:

Quinta-feira Santa: Se durante a exposição do Santíssimo, que se segue à Missa da Ceia do Senhor, recitamos ou cantamos o hino eucarístico "Tantum Ergo" (Tão sublime Sacramento). Se visitarmos, pelo espaço de meia hora, o Santíssimo Sacramento, exposto no altar para adoração.
Sexta-feira Santa: Se fizermos piedosamente a adoração da Cruz na celebração da Paixão do Senhor.
Sábado Santo: Se rezarmos o Santo Rosário.
Vigília Pascal: Se participarmos da celebração da Vigília Pascal (Sábado Santo) e nela renovarmos as promessas de nosso Santo Batismo.

Para recebermos a Indulgência Plenária, além de realizarmos as obras ou preceitos acima , é preciso cumprir as seguintes condições:
- Arrependimento sincero e Confissão Sacramental;
- Comunhão Eucarística;
- Oração pelas intenções do Papa.

Essas três condições podem ser cumpridas uns dias antes ou depois da execução da obra enriquecida com a Indulgência Plenária, mas convém que a comunhão e oração pelas intenções do Sumo Pontífice se realizem no mesmo dia em que se cumpre a obra. Ou seja, se você quer receber a indulgência plenária, para você ou para um ente querido, deve participar especificamente de uma das celebrações do Tríduo Pascal, comungar e rezar pelo Papa.

Tanto a confissão quanto a oração pelo Papa podem ser feitos na semana anterior ou posterior à celebração escolhida.

A oração pelo Santo Padre se cumpre com um Pai-Nosso e uma Ave-Maria ou qualquer outra oração que o fiel desejar.

Hino Eucarístico

Tão Sublime Sacramento / adoremos neste altar /
pois o Antigo Testamento / deu ao Novo o seu lugar / 
Venha a fé / por suplemento / os sentidos completar. /

Ao Eterno Pai cantemos / e a Jesus o Salvador /
Ao Espírito exaltemos / na Trindade eterno amor /
Ao Deus Uno / e Trino demos / a alegria do louvor. /
Amém!


Fonte: Revista Brasil Cristão - Texto Cássio Abreu

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Faça-nos vitoriosos, Senhor Jesus!

 A palavra exaltar significa erguer, levantar, tornar grandioso, louvar, celebrar.

Na festa da Exaltação da Santa Cruz, a Santa Igreja quer nos ensinar que um símbolo da morte, da humilhação, do escárnio, passou a ser, por Jesus Cristo, um símbolo de vitória, de cura, de libertação, de vida, de eternidade.

A Cruz de Cristo, que é loucura para alguns, é um símbolo de vitória para os que têm fé, para os que acreditam em Jesus, na salvação que Ele nos trouxe, morrendo numa cruz, mas ressuscitando dos mortos.

Portanto, não é a cruz que salva, mas a ressurreição de Cristo. É Deus que volta à vida depois de passar pelo martírio. Do mesmo modo, então te pedimos, Senhor Jesus: faça-nos vitoriosos e cura-nos de todo os males do corpo e da alma.

Jesus, que é Deus com o Pai e o Espírito Santo, se humanizou para nos salvar. Abriu mão de sua divindade, tornou-se igual a todos nós com exceção do pecado, para que pudéssemos voltar à amizade com Deus Pai. Por isso a Sua cruz é importante para nós.

No próximo dia 11 de setembro em que celebraremos a Exaltação da Santa Cruz, peçamos a Jesus com fé, que Ele cure os nossos males. Amém!

(Pe. Eduardo Dougherty, sj)

terça-feira, 14 de junho de 2016

Nossa Senhora Mãe de Deus


Você sabia que a primeira festa para Nossa Senhora que apareceu na Igreja foi a chamada de “Santa Maria Mãe de Deus”?

Começou a ser celebrada em Roma no século VI e alguns anos depois o Papa Pio XI instituiu oficialmente essa linda festa.

Muito tempo depois, após o Concílio Vaticano II, a festa ficou oficialmente estabelecida no dia 1º de janeiro, com a categoria de solenidade e com título de Santa Maria Mãe de Deus, assim, os católicos começam o ano pedindo a proteção da Santíssima Virgem Maria.

Curiosidade

Foram encontradas pinturas com o nome de “Maria, Mãe de Deus” (Theotókos) nas Catacumbas (cemitérios subterrâneos dos primeiros cristãos, cavados debaixo da cidade de Roma).


Fonte: Tia Adelita - Canção Nova

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Festa de Corpus Christi - Significado

 

Nesta quinta-feira, 26 de maio, a Igreja Católica, em todo o mundo, comemora o dia de Corpus Christi. Nome que vem do latim e significa “Corpo de Cristo”.

A festa de Corpus Christi tem por objetivo celebrar solenemente o mistério da Eucaristia – o Sacramento do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo.

Acontece sempre em uma quinta-feira, em alusão à Quinta-feira Santa, quando se deu a instituição deste sacramento. Durante a última ceia de Jesus com seus apóstolos, Ele mandou que celebrassem Sua lembrança comendo o pão e bebendo o vinho que se transformariam em seu Corpo e Sangue.

"O que come a minha carne e bebe o meu sangue, tem a vida eterna e, eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne é verdadeiramente comida e o meu sangue é verdadeiramente bebida. O que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. O que come deste pão viverá eternamente" (Jo 6, 55 – 59).

Através da Eucaristia, Jesus nos mostra que está presente ao nosso lado, e se faz alimento para nos dar força para continuar. Jesus nos comunica seu amor e se entrega por nós.

Origem da Celebração

A celebração teve origem em 1243, em Liège, na Bélgica, no século XIII, quando a freira Juliana de Cornion teria tido visões de Cristo demonstrando-lhe desejo de que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque.

Em 1264, o Papa Urbano IV através da Bula Papal "Trasnsiturus de hoc mundo", estendeu a festa para toda a Igreja, pedindo a São Tomás de Aquino que preparasse as leituras e textos litúrgicos que, até hoje, são usados durante a celebração. Compôs o hino “Lauda Sion Salvatorem” (Louva, ó Sião, o Salvador), ainda hoje usado e cantado nas liturgias do dia pelos mais de 400 mil sacerdotes nos cinco continentes.

A procissão com a Hóstia consagrada conduzida em um ostensório é datada de 1274. Foi na época barroca, contudo, que ela se tornou um grande cortejo de ação de graças.

No Brasil

No Brasil, a festa passou a integrar o calendário religioso de Brasília, em 1961, quando uma pequena procissão saiu da Igreja de madeira de Santo Antônio e seguiu até a Igrejinha de Nossa Senhora de Fátima. A tradição de enfeitar as ruas surgiu em Ouro Preto, cidade histórica do interior de Minas Gerais.

A celebração de Corpus Christi consta de uma missa, procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento.

A procissão lembra a caminhada do povo de Deus, que é peregrino, em busca da Terra Prometida. No Antigo Testamento esse povo foi alimentado com maná, no deserto. Hoje, ele é alimentado com o próprio Corpo de Cristo.

Durante a Missa o celebrante consagra duas hóstias: uma é consumida e a outra, apresentada aos fiéis para adoração. Essa hóstia permanece no meio da comunidade, como sinal da presença de Cristo vivo no coração de sua Igreja.


Fonte: Canção Nova