domingo, 12 de outubro de 2014

Nossa Senhora Aparecida

 

No dia 12 de outubro celebramos o Dia das Crianças e de Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil. E qual o maior presente que podemos dar às nossas crianças? A fé em Nosso Senhor Jesus Cristo, filho de Maria, que também foi criança. E a melhor maneira de educá-los na fé é com o exemplo. Os filhos também precisam herdar a fé e a espiritualidade dos pais. Só assim teremos um Brasil e um mundo mais cristão.

E quer maior testemunho de fé do que o de Maria Santíssima? Sabe qual o segredo Dela? A simplicidade, a humildade: "Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a Tua palavra" (Lucas 1,38).

Maria é simples e quer que também sejamos simples. Pense nas suas aparições: no México, Nossa Senhora aparece a Juan Diego, um índio; em Lourdes, aparece a Bernadette, uma camponesa de 14 anos de idade; em Fátima, aparece a Jacinta (7 anos), Francisco (9 anos) e Lúcia (10anos), três pastores de ovelhas; aqui no Brasil, a imagem de Nossa Senhora Aparecida foi achada por pescadores no rio Paraíba.

Perceba que, mesmo sendo a Mãe de Deus, com sua simplicidade, Maria Santíssima se manifestou a pessoas também simples, do povo. Não existe maior apelo à simplicidade e à humildade do que esses!

Então, siga também o exemplo da Nossa Mãe do Céu e seja exemplo para seus filhos, netos, sobrinhos e afilhados.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

A primavera



Um velho sábio chinês estava caminhando por um campo de neve,
quando viu uma mulher chorando.

Dirigiu-se a ela e perguntou:

- Por que choras?

- Porque me lembro do passado, da minha juventude,
da beleza que via no espelho,
Deus foi cruel comigo por me fazer lembrar.
Ele sabia que, ao recordar a primavera da minha vida,
eu sofreria e acabaria chorando.

O sábio, então, em silêncio ficou contemplando o campo de neve,
com o olhar fixo em determinado ponto...

A mulher, intrigada com aquela atitude,
parou de chorar e perguntou:

- O que estás vendo aí?

- Eu vejo um campo florido.
Deus foi generoso comigo por me fazer lembrar.
Ele sabia que, no inverno, eu poderia sempre
recordar a primavera e sorrir.

(Sabedoria Chinesa)

sábado, 4 de outubro de 2014

O Santo Rosário segundo São João Paulo II

O Santo Rosário é uma oração amada por numerosos santos e estimulada pela Igreja.



"Desde a juventude, esta oração teve lugar importante na minha vida espiritual. O Rosário acompanhou-me nos momentos de alegria e nas provações. A ele confiei tantas preocupações; nele encontrei conforto. O Rosário é minha oração predileta, uma oração maravilhosa, na simplicidade e na profundidade. Sobre o fundo das palavras da 'Ave Maria' passam, diante dos olhos da alma, os principais episódios da vida de Jesus Cristo. Eles se dispõem no conjunto dos Mistérios Gozosos, Dolorosos, Luminosos e Gloriosos, e nos colocam em comunhão viva com Jesus, através do Coração de Sua Mãe".

"Podemos incluir, nas dezenas do Rosário, todos os fatos da nossa vida, da família, da nação, da Igreja e da humanidade. Acontecimentos pessoais e do próximo, daqueles que nos são mais familiares e que mais estimamos. A oração do Rosário marca o ritmo da vida humana".

"O Rosário ainda que caracterizado pela sua fisionomia mariana, no seu âmago, é uma oração cristológica, pois concentra a mensagem evangélica, da qual é quase um compêndio".

O exercício piedoso da recitação do Rosário coloca o fiel em contato com os principais fatos da vida de Jesus, levando-o a uma profunda intimidade com o santo Evangelho.

"O motivo mais importante para a prática do Rosário é a contemplação do mistério cristão, que propus na carta apostólica 'Novo millennio ineunte', como verdadeira pedagofia da santidade: há necessidade de um cristianismo que se destaque, principalmente pela arte da oração. É urgente que nossas comunidades cristãs se tornem autênticas escolas de oração, onde a Virgem Maria ocupa a função de mestra. Com Ela aprendemos a escutar e a nos colocarmos à disposição de Deus".

"A oração constante do Rosário traz inúmeros benefícios para o fiel, que alcança a graça em abundância, como se a recebesse das mãos da Mãe do Redentor".


Carta Apostólica Rosárium Virginis Mariae,
São João Paulo II


Eu creio


domingo, 28 de setembro de 2014

O ser humano: conflito entre o bem e o mal


No princípio da história, o homem e a mulher descobriram o fogo, inventaram a roda e submeteram os animais a seu poder. Moraram em cavernas e construíram abrigos que os protegiam do sol, da chuva e do vento. Ao longo do tempo, transformaram suas refeições em momentos de confraternização e alegria, revelaram e seu bom gosto através de roupas e de obras de arte, e aperfeiçoaram a comunicação. Tentando traduzir seus sentimentos mais delicados, passaram a expressar-se por meio da poesia e da pintura, da escultura e da música, da dança e do teatro. Estabeleceram limites à ação de cada pessoa na vida da comunidade e fizeram da liberdade uma bandeira, dispondo-se a dar a vida para permanecerem livres.

Mas que desconcertante ser é o homem e a mulher! Hoje, ao mesmo tempo em que passam vários anos dentro de um laboratório à procura de uma vacina que acabe com uma doença incurável, dedicam-se igualmente a descobrir uma arma que mate mais pessoas em menos tempo e, orgulham-se de seu poder de exterminar em poucos segundos esse mundo que tanto amam.

Escrevem inúmeros livros sobre a beleza da flor, o voo dos pássaros e o pôr do sol e, ironicamente, suas cidades são marcadas pela poluição - e a natureza, que os serve, é sistematicamente arrasada. Capazes de amar apaixonadamente, concentram todos os seus recursos no desconhecido que se perdeu na floresta e deixam, a seu lado, milhares de pessoas morrerem de fome. Pesquisam a matéria, desintegram o átomo e debruçam-se sobre sua própria mente; fascinam-se com os recursos da tecnologia, enviam robôs para outros planetas e maravilham-se com o próprio poder; no entanto, se escravizam à matéria.

 Presos a um mundo de contradições, descobrem, em si próprios, facetas desconhecidas. Se um incêndio domina um prédio, se uma criança está ameaçada de ser arrastada pelas águas ou um morro se transforma em lama e desce por favelas e cidades, surgem inúmeros homens e mulheres que se transformam em heróis,que comandam ações, arriscam suas vidas e fazem do sofrimento alheio sua própria dor. Pouco tempo depois, esses mesmos homens e mulheres são capazes de atos de maldade inimagináveis: matam uma criança no ventre materno, roubam dinheiro destinado à saúde dos mais pobres e eliminam a vida de quem os fechou no trânsito.

Sendo ao mesmo tempo um abismo de bondade e de miséria, procuram o bem que lhes escapa ("não faço o bem que quero", diria São Paulo) e sentem-se dominados pelo mal que detestam ("mas faço o mal que não quero"). Essa dilaceração interna os obriga a lutar pela própria unidade a cada dia e a buscar a sua identidade a cada passo.

"Quem me livrará deste corpo mortal?" A pergunta do apóstolo Paulo passa a ser a de cada homem e cada mulher. O sonho da paz, nesta vida marcada por riscos e aventuras, parece não passar de bela utopia. Profundamente insatisfeitos, apelam para deuses criados à sua imagem e semelhança, e os adoram. No entanto, não ouvem o apelo do Deus verdadeiro, que tanto os ama, que lhes dá seu próprio filho: "Jesus Cristo, existindo em sua forma divina, não se apegou ao ser igual a Deus, mas despojou-se, assumindo a forma de escravo e tornando-se semelhante ao ser humano, humilhou-se, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz!" (Fl 2,6-8). Tendo percorrido os caminhos da humanidade,  o Salvador se apresentou como "caminho, verdade e vida". Ele é o único que tem condições de saciar a fome de infinito, profundamente enraizada no coração humano.

Sem concorrentes na criação, o homem e a mulher são capazes de estabelecer com seu Senhor um relacionamento pessoal e amoroso. Mas são também as únicas criaturas que podem lhe dizer um "Não", e repeti-lo ao longo de toda vida.

Que estranho, desconcertante e maravilhoso ser é o homem e a mulher!
Que estranho, desconcertante e maravilhoso ser é você!

(Fonte: Revista Brasil Cristão
Texto: D. Murilo Krieger, scj - Arcebispo de São Salvador da Bahia, Primaz do Brasil)


terça-feira, 11 de março de 2014

Docilidade ao Espírito Santo


O Espírito Santo nos incomoda porque nos move, nos faz caminhar, impele a Igreja para a frente.

Queremos domesticar o Espírito Santo. E isto não está bem. Porque Ele é Deus. É aquele "vento" que vem e que vai, e tu não sabes por onde.

O Espírito Santo é a força de Deus. É Aquele que nos dá a consolação e o ânimo para continuar.

Mas ir adiante? Isto nos incomoda. A comodidade é melhor! Esta tentação permanece ainda hoje. Basta ver a resistência em acolher o Concílio Vaticano II.

Também na nossa vida pessoal, o Espírito nos impele a empreender um caminho mais evangélico e nós resistimos: "Não! Está bem assim, Senhor!".

Não façamos resistência ao Espírito Santo. Esta é a graça que eu gostaria que todos pedíssemos ao Senhor: a docilidade ao Espírito Santo.

(L'Osservatore Romano, ed portuguesa, 21/04/2013)

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Milagre de Lanciano

 
"Fazei isto em memória de mim"

O milagre exige uma postura de fé. Assumimos o fato em nossa vida ou ficamos à mercê dos comentários dos menos entendidos, que reprovam toda manifestação de fé, considerando-a uma ato de alienação e imprudência diante do sagrado. infelizmente há quem pense assim diante do inexplicável.

O Milagre Eucarístico de Lanciano mostra-nos uma atitude de descrença de um monge enquanto presidia a Santa Missa. No momento da Consagração, o pão se tornou Carne e o vinho se tornou Sangue de Jesus. Esta é a base central que causa furor entre os críticos da nossa Igreja, que tentem, de todas as maneiras, provar que acreditamos no inacreditável.

O que se sabe é que a ciência se cala diante de tal fato, depois de uma série de exames para comprovar que a Carne e o Sangue são verdadeiros.

Não nos cabe teorizar sobre a questão achando que podemos dar mais uma contribuição, o que a ciência e a religião já fizeram. Cabe-nos viver a nossa fé diante do Santíssimo Sacramento, como prova fiel da presença de Jesus na Eucaristia.

Memória. Esta é a palavra. Jesus nos pediu insistentemente, na última ceia, para fazermos memória da sua participação em nossa vida quando quisermos. Por isso, nos deixou o seu memorial: "Fazei isto em memória de mim". É o que assumimos na Santa Missa.

Tomando como referência estas palavras de Jesus, é importante que o cristão católico faça memória de que o milagre de Lanciano acontece todas as vezes em que o pão e o vinho são consagrados, e sempre que comungamos. O que eu comungo hoje é a hóstia transformada no Corpo de Cristo.

Não precisamos ir a Lanciano, na Itália, para entender isso. Lanciano está presente onde a Eucaristia acontece. Ele é o convite pleno para que os crentes e os não-crentes adiram ao projeto de Deus Pai: salvar a humanidade.

Lanciano é um ato de fé. Nossa vida é um ato de fé. Nossas conquistas são um ato de fé. Lanciano é tão verdadeiro como o amor de Deus por nós.

(Pe. Air José Mendonça)