quarta-feira, 2 de março de 2016

O Dom da Piedade


Gosto de iniciar nossa reflexão com citações da catequese do Papa Francisco, no Vaticano. Veja o que ele diz sobre o dom da piedade: "Este dom não está relacionado com 'ter compaixão de alguém' ou 'ter piedade do próximo'; pelo contrário, indica a pertença do cristão a Deus, a sua ligação profunda com Ele". Essa nossa ligação é o que faz com que nossa vida tenha sentido e o que ajuda cada pessoa a manter-se firme "mesmo nos momentos difíceis e conturbados".

A partir de anúncio, fica claro que o dom da piedade brota da gratidão. Surge no coração do cristão que mantém uma relação de amizade com o Senhor. Assim, podemos dizer que o dom da piedade gera em nós uma amizade com Deus, que muda a nossa vida e nos enche de entusiasmo e alegria.

Esse dom suscita em nós a gratidão e o louvor. Piedade, então, é sinônimo de "Autêntico espírito religioso e intimidade filial com Deus".

Assim, devemos saber que a nossa amizade e intimidade com Deus, por meio da piedade, deve nos levar a dirigir essa amizade, transformada em amor, ao próximo. "A piedade nos torna capaz de amar a Deus e reconhecê-lo no próximo", amando-o como ao próprio Cristo.

Ainda no dizer do Papa, não podemos confundir piedade com "pietismo". Ter piedade não é fechar os olhos, fazer cara de imagem, fazer de conta que é um santo. Não. O dom da piedade significa alegrar-se com quem está alegre, de chorar com quem chora. É estar próximo de quem está sozinho ou angustiado, de corrigir quem está no erro, de consolar quem está aflito, de acolher e socorrer quem está precisando.  Ele nos leva a amar o que é de Deus: a oração, a santa missa, a vida sacramental, a adoração ao Santíssimo Sacramento, a oração do Terço e o desejo de pregar e testemunhar a Palavra de Deus.

(Pe. Adilson Ulprist)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Oração da manhã para todos os dias


Senhor meu Deus, mais um dia está começando.
Agradeço a vida que se renova para mim,
os trabalhos que me esperam,
as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam.
Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós
e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor!
Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar.
Amém!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Quarto Mandamento

 
"Honra teu pai e tua mãe" (Dt 5,16). "Filhos, obedecei a vossos pais, no Senhor, porque isso é justo" (MC 7,8). Esse mandamento é acompanhado de uma promessa divina: " Honra teu pai e tua mãe, para que sejas feliz e tenhas longa vida sobre a terra" (Ef 6, 1-3).

Deus nos criou por amor e para o amor. O ser humano só se realiza se conseguir realizar-se no amor. Deus criou a família e a unifica pelos laços de sangue para que seja um "ninho de amor", imprescindível para a felicidade e a realização de cada membro. Eis o ponto de partida para entender esse mandamento.

Quando o amor é permanentemente cultivado entre os pais, ele transborda para os filhos. E filhos bem amados, amam e retribuem com o mesmo amor. Esse amor leva os filhos a amarem, honrarem, cuidarem, defenderem e promoverem seus pais.

Deus investiu os pais de autoridade, para o nosso bem, pois, a família está fundada na aliança e no consentimento dos esposos. O casamento e a família estão ordenados para o bem dos cônjuges, a procriação e a educação dos filhos.

Os filhos devem a seus pais respeito, gratidão, obediência e ajuda. O respeito filial favorece a harmonia familiar e gera um clima de intercâmbio de amor entre os membros.

Os filhos jovens e adultos têm o dever de amor de cuidar de seus pais em quaisquer circunstância: na velhice, na enfermidade, nas dificuldades, nas crises familiares.

Quando os pais conseguem fazer de sua família um verdadeiro ninho de amor, favorecem a alegria e a felicidade dos filhos, que se sentirão realizados em sua missão paterna e materna.

"Felizes os membros de uma família 
onde o clima natural permanente é o amor."

(Pe. Alírio J. Pedrini, scj)

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Salmo 90


Responsório (Sl 90)

— Em minhas dores, ó Senhor, permanecei junto de mim!
— Em minhas dores, ó Senhor, permanecei junto de mim!


Quem habita ao abrigo do Altíssimo
 e vive à sombra do Senhor onipotente,
 diz ao Senhor: “Sois meu refúgio e proteção,
 sois o meu Deus, no qual confio inteiramente”.

Nenhum mal há de chegar perto de ti,
nem a desgraça baterá à tua porta;
pois o Senhor deu uma ordem a seus anjos
para em todos os caminhos te guardarem.

Haverão de te levar em suas mãos,
para o teu pé não se ferir nalguma pedra.
Passarás sobre cobras e serpentes,
pisarás sobre leões e outras feras.

“Porque a mim se confiou,
hei de livrá-lo e protegê-lo,
pois meu nome ele conhece.
Ao invocar-me,
hei de ouvi-lo e atendê-lo,
e a seu lado eu estarei em suas dores”.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

O Dom da Ciência


 É preciso estar aberto
ao conhecimento de Deus

Quando falamos do dom da ciência, podemos afirmar que Deus nos ensina sobre as suas verdades, permite que a sua Luz penetre o nosso ser, nos dando o entendimento. Ele nos comunica informações que são impossíveis de se compreender humanamente ou por conhecimento natural, isto é, pela razão.

"O dom da ciência nos coloca em profunda sintonia com o Criador e nos faz participar da clareza do seu olhar e do seu juízo" disse o Papa Francisco, em uma de suas audiências no Vaticano. Ele diz que esse dom nos ajuda a olhar as pessoas e as realidades sabendo reconhecer seus limites e sua orientação para Deus. E acrescenta: "Tudo isso é motivo de serenidade e paz, fazendo de nós Suas jubilosas testemunhas".

Assim podemos dizer que este dom é a graça que Deus nos concede para que possamos ver as coisas como Ele vê. Por isso, é preciso estar aberto ao conhecimento de Deus que nos é dado pelo Espírito Santo. É preciso pedir ao Senhor o dom da ciência, porque, abertos a este dom, Deus nos ajuda a compreender a razão do problema e a dificuldade que nos impede de ser felizes, como também não nos permite crescer espiritualmente.

Precisamos escutar o Senhor, que nos fala a respeito das coisas, dos fatos, dos acontecimentos em nossas vidas.

Deus vai nos revelando seus mistérios, a sua bondade e o seu amor. Amor que nos transforma e nos faz abertos à ação do Espírito Santo, para compreendermos o que Ele quer de nós e a enxergar nossa realidade com este mesmo amor, cheios de misericórdia, principalmente para com aqueles que estão ao nosso redor.

Que a compreensão deste dom nos ajude a, como o próprio Senhor, agir com sabedoria, ciência e mansidão diante de qualquer situação. Que saibamos discernir o que de fato é sabedoria de Deus para a nossa vida.

"Pois a luz da ciência
que eu derramo sobre todos
é como a luz da manhã,
e de longe eu a torno conhecida"
(Ecl 24, 44)

(Pe. Adilson Ulprist)

sábado, 16 de janeiro de 2016

Terceiro Mandamento



"Guardarás o dia do Sábado (Domingo) para santificá-lo" (Dt 5, 12)
"No sétimo dia se fará repouso absoluto em honra do Senhor" (Ex 31, 15)

O sábado do A.T. é substituído pelo domingo, que lembra a criação nova, inaugurada com a Ressurreição de Cristo. A Igreja celebra o dia da ressurreição de Cristo no domingo, também chamado Dia do Senhor.

Qual a mística deste mandamento? Por amor paterno, Deus nos prescreve este mandamento para mantermos, crescermos e amadurecermos sempre mais o nosso relacionamento com Ele, e neste relacionamento, mantermo-nos em nosso processo perene de salvação e de santificação.

Celebrar o domingo, participar da santa missa ou de outras celebrações, celebrar santamente os sacramentos, dedicar-se a acolher mais a Palavra de Deus é uma necessidade e garantia de se poder manter no amor de Deus, de crescer e amadurecer nas virtudes cristãs e nas boas obras.

Aquele que deixa de santificar o Domingo, que se ausenta da santa missa dominical e dos sacramentos, aos poucos vai se distanciar de Deus, e vai perder o "bem supremo" com tudo quanto Deus traz ao coração e à vida.

Quando alguém se distancia e se esvazia de Deus, de seus mandamentos e de seus conselhos, passará a se encher das coisas mundanas, a acolher as paixões e vícios, a entrar por atalhos que levam ao pecado, à falta da bênção divina, e pior, ao caminho da condenação.

É por isso, aliás, que Deus nos quer manter perto de Si: para nos abençoar e conduzir pelo caminho do bem.

O descanso dominical também está na ótica do amor. A saúde é um grande dom de Deus. Descansar no domingo é preservar e cultivar a saúde. É por isso que o Pai nos ordena o descanso dominical.

No domingo e em outros dias de festa de preceitos, os fiéis têm a obrigação de participar da missa, evitando as atividades e negócios que impeçam o culto a ser prestado a Deus, a alegria própria do Dia do Senhor e o devido descanso da mente e do corpo.

A instituição do domingo contribui para que todos tenham tempo de repouso e de lazer suficiente para lhes permitir cultivar sua vida familiar, cultural, social e religiosa. todo cristão deve evitar de impor sem necessidade aos outros aquilo que os impediria de guardar o Dia do Senhor.

(Pe. Alírio J. Pedrini, scj)

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

O Dom do Conselho


Começo essa reflexão com uma fala do Papa Francisco numa audiência geral, que acontece toda quarta-feira, no Vaticano: "O conselho é o dom com o qual o Espírito Santo torna a nossa consciência capaz de fazer uma escolha concreta em comunhão com Deus. Ele nos torna sensíveis à sua voz e orienta os nossos pensamentos, fazendo-nos, assim, crescer interiormente, para não nos deixar agir à mercê do egoísmo e do próprio modo de ver as coisas".

Podemos dizer que o Dom do Conselho nos orienta de forma perfeita , pois o Espírito Santo fala ao nosso coração e nos ajuda a discernir sobre o que devemos fazer ou dizer. Agimos com confiança e tiramos da nossa mente e coração as incertezas que nos afligiam.

É por isso que Jesus diz para os discípulos não se preocuparem com sua defesa: "Quando fordes presos, não vos preocupeis nem pela maneira com que haveis de falar, nem pelo que haveis de dizer. Porque não sereis vós que falareis, mas é o Espírito do vosso Pai que falará em vós" (Mt 10, 19-20).

Não podemos nos esquecer que todos os 7 dons são os frutos do Espírito Santo agindo em nós. Daí a necessidade da nossa oração e comunhão com Deus, para que cada um dos dons produzam os frutos necessários.

É preciso ouvir a voz de Deus, tornar-se dócil a ela, para superarmos nossas limitações, amadurecendo na fé, pois só assim teremos a certeza de que nosso agir está em sintonia com a vontade de Deus. Então estaremos prontos para também aconselhar.

Fonte: Revista Brasil Cristão - Texto: Pe. Adilson Ulprist

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Feliz 2016 !


Meu Deus, eu Te ofereço este ano que começa. É uma parcela deste tempo precioso que me deste para Te servir. Quero colocá-lo sob o signo da fidelidade. Que ele seja uma longa ascensão para Ti e que a cada dia eu me encontre mais rico de fé e de amor.

Meu Deus, eu Te ofereço todos os que amo. Que neste ano eu não lhes falte, mas seja para eles canal invisível de Tua graça e que minha vida lhes manifeste Teu amor.

Meu Deus, ofereço-Te também a imensa dor deste mundo que Tu criastes e resgataste: o sofrimento das crianças inocentes, o tédio letal dos exilados, a angústia dos que tem responsabilidades e esse peso que sobre todos pesa.

Meu Deus, que uma fagulha de Tua caridade espanque as trevas e que a aurora da paz se levante neste ano.

Agenda de hoje


"A paz é filha do amor e fruto da justiça"
(São João XXIII)