terça-feira, 14 de junho de 2016

Nossa Senhora Mãe de Deus


Você sabia que a primeira festa para Nossa Senhora que apareceu na Igreja foi a chamada de “Santa Maria Mãe de Deus”?

Começou a ser celebrada em Roma no século VI e alguns anos depois o Papa Pio XI instituiu oficialmente essa linda festa.

Muito tempo depois, após o Concílio Vaticano II, a festa ficou oficialmente estabelecida no dia 1º de janeiro, com a categoria de solenidade e com título de Santa Maria Mãe de Deus, assim, os católicos começam o ano pedindo a proteção da Santíssima Virgem Maria.

Curiosidade

Foram encontradas pinturas com o nome de “Maria, Mãe de Deus” (Theotókos) nas Catacumbas (cemitérios subterrâneos dos primeiros cristãos, cavados debaixo da cidade de Roma).


Fonte: Tia Adelita - Canção Nova

sábado, 11 de junho de 2016

O servo de todos

Tu és meu Filho Amado!


João Batista estava no rio Jordão quando Jesus chegou para ser batizado. Como João recusava fazê-lo, Jesus disse: "Deixa por agora, pois convém cumprirmos a justiça completa" (Mt 3, 13-17). Depois, ao sair do rio, o Espírito Santo desceu sobre Jesus, em forma de pomba, e ouviu-se uma voz vinda do céu: "Eis meu Filho muito amado em quem ponho minha afeição".

O batismo de Jesus dá início à sua vida pública. É, também, a manifestação (Epifania) de Jesus como Messias de Israel e Filho de Deus.

Seu batismo é a aceitação da sua missão de Servo sofredor e Ele deixa-se contar entre os pecadores, para que se cumpra toda a justiça, submetendo-se inteiramente à vontade de seu Pai. Ou seja, Jesus aceita, por amor, esse batismo de morte para a remissão de nossos pecados (CIC 536)*, para nos salvar. E, ao aceitar a sua missão, Jesus agrada a Deus Pai, pois Ele deseja a nossa salvação, que só pode acontecer através da morte e ressurreição de seu Filho.

O batismo de Jesus abre o céu que o pecado de Adão havia fechado para nós. O Senhor Jesus abre mão de sua divindade para se tornar igual a nós em tudo, exceto no pecado. E nos convida, através de nosso batismo, a nos tornarmos iguais a Ele em tudo.

(Pe. Eduardo Dougherty, sj - Fundador e Presidente de Honra da ASJ)

* CIC = Catecismo da Igreja Católica

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Sacramento da Comunhão



Senhor, quando Te vejo no sacramento da comunhão
Sinto o céu se abrir e uma luz a me atingir
Esfriando minha cabeça, esquentando meu coração

Senhor, graças e louvores sejam dadas a todo momento
Quero Te louvar na dor, na alegria e no sofrimento
E se em meio à tribulação, eu me esquecer de Ti
Ilumina minhas trevas com Tua luz

Jesus, fonte de misericórdia que jorra do templo
Jesus, o Filho da Rainha
Jesus, rosto divino do homem
Jesus, rosto humano de Deus  (Bis)

Chego muitas vezes em Tua casa, meu Senhor
Triste, abatido, precisando de amor
Mas depois da comunhão Tua casa é meu coração
Então sinto o céu dentro de mim

Não comungo porque mereço, isso eu sei, oh meu Senhor
Comungo pois preciso de Ti
Quando faltei à missa, eu fugia de mim e de Ti
Mas agora eu voltei, por favor aceita-me

Jesus, fonte de misericórdia que jorra do templo
Jesus, o Filho da Rainha
Jesus, rosto divino do homem
Jesus, rosto humano de Deus  (Bis)

domingo, 5 de junho de 2016

Oitavo Mandamento


"Não levantarás falso testemunho contra teu próximo" (Ex 20, 16). Os discípulos de Cristo "revestiram-se do homem novo, criado, segundo Deus, na justiça e santidade da verdade" (Ef 4, 24). A verdade é virtude que consiste em mostrar-se verdadeiro no agir e no falar.

O espírito deste mandamento consiste na importância e na necessidade da verdade, de sempre se usar a verdade em todos os relacionamentos. Deus é a verdade. Revelou toda a verdade a seus filhos, e quer que aprendamos, vivamos, falemos e propaguemos a verdade.

Este mandamento nos chama a viver, a falar, a defender e a testemunhar a verdade dos fatos e acontecimentos. Em sentido oposto, este mandamento nos impõe a jamais testemunhar a favor da falsidade, da mentira, do erro, do crime. Este mandamento exclui: ser ou apresentar falso, jurar falso, mentir, caluniar, difamar, maldizer, bajular, adular, revelar segredos confiados, não guardar segredos profissionais. Este mandamento proíbe falsear a verdade nas relações com os outros. Essa proibição moral decorre da vocação do povo santo a ser testemunha de seu Deus, que é e quer a verdade.

O respeito à reputação e à honra das pessoas, proíbe toda atitude ou palavra de maledicência ou calúnia. A mentira consiste em dizer o que é falso com a intenção de enganar o próximo.

"O sigilo sacramental é inviolável". Os segredos profissionais devem ser guardados. As confidências prejudiciais a outros não devem ser divulgadas. A sociedade tem direito a uma informação fundada na verdade, na liberdade e na justiça.

"A verdade ou veracidade é a virtude que consiste
em mostrar-se verdadeiro no agir e no falar,
fugindo da duplicidade, da simulação e da hipocrisia"

(Pe. Alírio J. Pedrini, scj)

sábado, 4 de junho de 2016

O sol que acaricia


                       Deus é como 
                                o sol que acaricia
                                       com a mesma ternura

                       a praça e a praia,
                              plantas e pedras,
                                       pássaros e peixes,
                                              o santo e o pecador.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Fundamentos



O fundamento de nossa espiritualidade:

- DEUS É AMOR;
- DEUS É VIDA;
- DEUS É FELICIDADE.

Ora, Deus nos criou à sua imagem e semelhança.
Logo, nos criou para sermos:

- imensamente amorosos,
- inteiramente vivos,
- plenamente felizes.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Festa de Corpus Christi - Significado

 

Nesta quinta-feira, 26 de maio, a Igreja Católica, em todo o mundo, comemora o dia de Corpus Christi. Nome que vem do latim e significa “Corpo de Cristo”.

A festa de Corpus Christi tem por objetivo celebrar solenemente o mistério da Eucaristia – o Sacramento do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo.

Acontece sempre em uma quinta-feira, em alusão à Quinta-feira Santa, quando se deu a instituição deste sacramento. Durante a última ceia de Jesus com seus apóstolos, Ele mandou que celebrassem Sua lembrança comendo o pão e bebendo o vinho que se transformariam em seu Corpo e Sangue.

"O que come a minha carne e bebe o meu sangue, tem a vida eterna e, eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne é verdadeiramente comida e o meu sangue é verdadeiramente bebida. O que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. O que come deste pão viverá eternamente" (Jo 6, 55 – 59).

Através da Eucaristia, Jesus nos mostra que está presente ao nosso lado, e se faz alimento para nos dar força para continuar. Jesus nos comunica seu amor e se entrega por nós.

Origem da Celebração

A celebração teve origem em 1243, em Liège, na Bélgica, no século XIII, quando a freira Juliana de Cornion teria tido visões de Cristo demonstrando-lhe desejo de que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque.

Em 1264, o Papa Urbano IV através da Bula Papal "Trasnsiturus de hoc mundo", estendeu a festa para toda a Igreja, pedindo a São Tomás de Aquino que preparasse as leituras e textos litúrgicos que, até hoje, são usados durante a celebração. Compôs o hino “Lauda Sion Salvatorem” (Louva, ó Sião, o Salvador), ainda hoje usado e cantado nas liturgias do dia pelos mais de 400 mil sacerdotes nos cinco continentes.

A procissão com a Hóstia consagrada conduzida em um ostensório é datada de 1274. Foi na época barroca, contudo, que ela se tornou um grande cortejo de ação de graças.

No Brasil

No Brasil, a festa passou a integrar o calendário religioso de Brasília, em 1961, quando uma pequena procissão saiu da Igreja de madeira de Santo Antônio e seguiu até a Igrejinha de Nossa Senhora de Fátima. A tradição de enfeitar as ruas surgiu em Ouro Preto, cidade histórica do interior de Minas Gerais.

A celebração de Corpus Christi consta de uma missa, procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento.

A procissão lembra a caminhada do povo de Deus, que é peregrino, em busca da Terra Prometida. No Antigo Testamento esse povo foi alimentado com maná, no deserto. Hoje, ele é alimentado com o próprio Corpo de Cristo.

Durante a Missa o celebrante consagra duas hóstias: uma é consumida e a outra, apresentada aos fiéis para adoração. Essa hóstia permanece no meio da comunidade, como sinal da presença de Cristo vivo no coração de sua Igreja.


Fonte: Canção Nova

terça-feira, 17 de maio de 2016

Por que duvidaste?

Pedro, o primeiro e principal dos apóstolos, como muitos homens, sentiu em sua própria carne o peso da dúvida. Impetuoso e apaixonado, ao reconhecer seu Mestre vindo nas sombras da noite, pediu para andar sobre as águas para ir ao seu encontro.

Nesse momento, a fé de Pedro era real, porém incipiente. Baseada no amor a seu Senhor, essa fé, por ser débil, necessitava apoiar-se no prodígio. Em última instância, mais do que na palavra de Jesus, fundava sua certeza na resistência das águas.

O apóstolo avançava garboso, sacudido pelo vento e pelas ondas. Em tal confusão, sentiu medo. A firmeza de seu andar começou a ceder e a água foi se abrindo lentamente sob seus pés. Sua fé submergiu.

Diante da perspectiva do abismo, carente de todo apoio e de toda segurança, Pedro teve de voltar-se definitivamente para Jesus e depositar sua confiança Nele. Do fundo de sua dúvida e de seu temor, gritou: "Senhor, salva-me!" (Mt 14, 30). A dúvida foi o passo para a fé decisiva. A prova fê-lo transitar da confiança, talvez superficial, em seu Mestre para a fé profunda. Perdendo suas seguranças descobriu que sem Jesus ele se afundava para sempre.

Duvidar e fazer-se perguntas que tocam as raízes não significa necessariamente que tudo se acabou... Ao contrário, esta constitui, às vezes, a condição para voltar-se definitivamente para Deus. Quando já não existe apoio humano, quando tudo parece terminar, o homem pode estender suas mãos a seu Senhor e exclamar: Salva-me!

A dúvida radical pode nos auxiliar a descobrir sem imposturas, sem enfeites, a necessidade absoluta que temos de Deus.

O homem do século XX, que viu boa parte de suas certezas se romper, tem muito que aprender com a dúvida de Pedro. Tal como sucedeu ao apóstolo, sentiu que sob seus pés se desfizeram muitas seguranças, surgindo por isso inumeráveis dúvidas, temores e perguntas. Não obstante, para muitos pode ser esse o caminho do reencontro. Pedro duvidou porque não havia concedido espaço para a entrega total, mas no último momento compreendeu que Jesus estava a seu lado, disposto a estender-lhe a mão.

A verdadeira fé não anda sobre as águas... apoia-se unicamente em Deus. Quem duvida tem de saber que não está sozinho em seu mar. Quem perdeu todas as suas seguranças e quem tem necessidade de um porto, em sua impotência, pode voltar-se para o Senhor e pedir-lhe que o salve. Jesus estará sempre esperando por ele. "Homem de pouca fé, por que duvidaste?" (Mt 14, 31).



Fonte: Livro: As perguntas de Jesus, Pe. Fernando Montes, SJ - ed Loyola, 2005

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Sétimo Mandamento


"Não roubarás" (Dt 5, 19), disse Deus. "Nem os ladrões, nem os avarentos herdarão o Reino de Deus" (1 Cor 6, 10), escreveu São Paulo.

O sétimo mandamento prescreve a prática da justiça e da caridade na administração dos bens terrenos e dos frutos do trabalho do homem. Os bens da criação são destinados a todas as pessoas e o direito à propriedade privada não abole a destinação universal dos bens.

O amor de Deus gera o amor ao próximo, que motiva e gera o respeito pelos bens dos irmãos. Dois irmãos de sangue que se amam, jamais furtarão ou tomarão os bens um do outro. Eis a mística deste mandamento: o amor respeita os bens alheios.

O Pai celeste, que criou todas as coisas para todos os seus filhos, quer que esses bens sejam bem distribuídos, e que cada qual respeite as posses do outro. Aquele que furta, rouba, prejudica a seu irmão, demonstra que "não é irmão", que não ama, que é egoísta, interesseiro e não merece confiança. Acaba por se prejudicar, adquirindo má fama e desprestígio.

O roubo é retirada de um bem de outra pessoa. E toda forma de apropriação e uso injusto dos bens do outro é contrária ao sétimo mandamento. E a injustiça cometida exige a restituição do bem roubado.

O domínio concedido ao homem, pelo Criador, sobre todos os recursos não pode ser separado do respeito às obrigações morais, inclusive para com as gerações futuras.

(Pe. Alírio J. Pedrini, scj)