quarta-feira, 19 de abril de 2017

Obreiro incansável


Quem semeia ventos colhe tempestades. 

Plantemos paz e harmonia;

é sempre mais sábio e gratificante. 

Por que demolir, arrasar,

se você nasceu para ser obreiro incansável

num século a ser reconstruído desde seus alicerces?
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terça-feira, 18 de abril de 2017

Flores à beira dos caminhos


De um modo ou de outro, 
mais cedo ou mais tarde,
todos acabamos nos tornando caminho 
para alguém que nos procura...
caminho certo ou desvio errado!


Às vezes plantam-se flores na beira dos caminhos...

Assim, enfeita-se um pouco a longa e penosa viagem que é nossa vida na terra;

Assim, um pouco se esquece esta ansiedade da busca desse pão de cada dia que se torna, com frequência, um cada dia sem pão.

Sim, é bom que existam flores ao lado da nossa estrada para dizerem "bom dia" ao viajante que passa, desejando boa viagem e ainda feliz regresso.

E este é mesmo um bom desejo, pois nossos caminhos loucos, cheios de tantos assaltos, batidas mil e acidentes, quantas vezes se transformam em rota de cemitérios!

Por isso, sim, haja flores à beira dessas estradas e haja mais flores ainda na vida de quem caminha: flores de paz e esperança, alegria de ida e volta, abraços de quem espera e sorrisos de quem chega!

(Héber S. de Lima)
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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Sanctus, Sanctus, Sanctus


Sanctus, Sanctus, Sanctus
Dominus Deus Sabaoth.

Sanctus, Sanctus, Sanctus 
Dominus Deus Sabaoth.

Pleni sunt cæli et terra, gloria tua.
Pleni sunt cæli et terra, gloria tua.

Hosanna in excelsis.
Hosanna in excelsis.
Hosanna in excelsis.
Hosanna in excelsis.

Benedictus, qui venit in nomine Domini.
Benedictus, qui venit in nomine Domini.

Hosanna in excelsis.
Hosanna in excelsis.
Hosanna in excelsis.
Hosanna in excelsis.
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terça-feira, 11 de abril de 2017

Sete dores de Nossa Senhora


Aqui estão episódios tirados dos Santos Evangelhos. Eles formam o caminho de dores da Filha amorosa de Deus Pai sofrendo em sua alma padecimentos semelhantes aos da Paixão de seu Divino Filho.

Nada desse mundo serve de comparação para as dores que Ela sofreu junto a Jesus. Nenhuma criatura viveu com tanto amor essas dores. Também, só Ela pode ser chamada de corredentora! Só Ela pode ser chamada de Onipotência Suplicante!

Unamos nossas dores imperfeitas aos sofrimentos d’Ela. Considerando os padecimentos da Mãe Dolorosa, encontraremos ânimo para suportarmos as dificuldades de nosso dia a dia, teremos força para subirmos ao alto de nosso próprio Calvário.


Coroa das Sete Dores de Nossa Senhora

A Coroa das Sete Dores de Nossa Senhora relembra as principais dores que a Virgem Maria sofreu em sua vida terrena, culminando com a paixão, morte e sepultamento de Seu Divino Filho. E junto à Cruz que a Mãe de Jesus torna-se Mãe de todos os homens e do corpo Místico de Cristo: a Igreja Católica.
Unir-se às dores de Maria é unir-se também às dores de Nosso Senhor Jesus Cristo.

No início reza-se o Creio, o Pai Nosso e 3 Ave-Marias.
Para cada dor de Maria deve-se rezar 1 Pai Nosso, 7 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai.


Primeira Dor de Nossa Senhora
A apresentação de Jesus no Templo e a profecia de Simeão

Ao apresentar o Menino Jesus no Templo, Maria encontrou Simeão que proferiu a seguinte profecia: “Eis que este menino está destinado a ser uma causa de queda e de soerguimento para muitos homens em Israel, e a ser um sinal que provocará contradições, a fim de serem revelados os pensamentos de muitos corações. E uma espada transpassará a tua alma". (Lc 2, 34-35)

Unidos à dor que Maria sentiu nessa ocasião, peçamos forças e graças para suportarmos com paciência todas as dores de nossas vidas, e para nos mantermos afastados do pecado.

1 Pai Nosso, 7 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai.

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Segunda Dor de Nossa Senhora
A fuga para o Egito

Após o nascimento de Jesus, o Rei Herodes quis matá-lo e, por causa disso, um anjo do Senhor apareceu a São José e disse: “Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito; fica lá até que eu te avise”. Obediente, José levantou-se durante a noite, tomou o menino e sua mãe e partiu para o Egito. (Mt 2, 13-14)

Unidos à dor que Maria sentiu nessa ocasião, peçamos forças e graças para suportarmos com paciência as dores de nossas vidas, e para nos mantermos afastados do pecado.

1 Pai Nosso, 7 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai.

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  Terceira Dor de Nossa Senhora
A perda do Menino Jesus no Templo

Terminada a festa da Páscoa, o Menino Jesus ficou em Jerusalém sem que seus pais o percebessem. Três dias depois o acharam no templo, sentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os. (Lc 2, 43-50)

Unidos à dor que Maria sentiu nesta ocasião, peçamos forças e graças para suportarmos com paciência todas as dores de nossas vidas, e para nos mantermos afastados do pecado.

1 Pai Nosso, 7 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai

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Quarta Dor de Nossa Senhora
O encontro com Jesus no caminho do Calvário

Um dos momentos mais pungentes da Paixão é o encontro de Jesus com Sua Mãe no caminho do Calvário. As lágrimas que Maria derramou na ocasião, a troca de olhar com o Filho, a constatação das crueldades que Ele estava sofrendo, tudo causava imensa dor no Seu Coração de Mãe.

Unidos à dor que Maria sentiu nesta ocasião, peçamos forças e graças para suportarmos com paciência todas as dores de nossas vidas, e para nos mantermos afastados do pecado.

1 Pai Nosso, 7 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai

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Quinta dor de Nossa Senhora
Maria fica de pé junto à Cruz de Jesus

Maria acompanhou de perto todo o sofrimento de Jesus na Cruz e assistiu de pé à sua morte: “junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena”. (Jo 19, 25)

Unidos à dor que Maria sentiu nesta ocasião, peçamos forças e graças para suportarmos com paciência todas as dores de nossas vidas, e para nos mantermos afastados do pecado.

1 Pai Nosso, 7 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai.

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Sexta Dor de Nossa Senhora
Maria recebe o corpo de Jesus morto em seus braços

Nossa Senhora da Piedade, é assim que o povo católico invoca Maria nesse momento da Paixão. Depois “tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no em panos com os aromas, como os judeus costumam sepultar.” (Jo 19, 40)

Unidos à dor que Maria sentiu nessa ocasião, peçamos forças e graças para suportarmos com paciência todas as dores de nossas vidas, e para nos maternos afastados do pecado.

1 Pai Nosso, 7 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai

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Sétima Dor de Nossa Senhora
Maria deposita Jesus no sepulcro

O sepultamento de Seu Divino Filho foi a última dor que Maria sentiu durante a Paixão. “No lugar em que ele foi crucificado havia um jardim, e no jardim um sepulcro novo, em que ninguém ainda fora depositado. Foi ali que depositaram Jesus.” (Jo 19, 41-42)

Unidos à dor que Maria sentiu nesta ocasião, peçamos forças e graças para suportarmos com paciência todas as dores de nossas vidas, e para nos mantermos afastados do pecado.

1 Pai Nosso, 7 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai.

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ORAÇÃO FINAL:

Estava a Mãe dolorosa
Junto à Cruz, lacrimosa,
Da qual pendia o seu Filho.
Banhada em pranto amoroso,
Neste transe doloroso,
A dor lhe rasgava o peito.

Estava triste e sofria
Porque ela mesma via
As dores do Filho amado.

Quem não chora, vendo isto,
Contemplando a Mãe do Cristo
Em tão grande sofrimento?

Dai-me, ó Mãe, fonte de amor,
Que eu sinta a força da dor,
Para que eu chore contigo.

Fazei arder meu coração
Do Cristo Deus na paixão,
Para que eu sofra com Ele.
Quero contigo chorar
E a Cruz compartilhar,
Por toda a minha vida.

Por Maria, amparado,
Que eu não seja condenado
No dia de minha morte.

Ó Cristo, que eu tenha sorte,
No dia de minha morte
Ser levado por Maria.

E no dia em que eu morrer,
Fazei com que eu possa ter
A glória do Paraíso. Amém

(Excertos do famoso poema Stabat Mater, atribuído a Frei Jacopone de Todi, século XIII)


Privilégios para quem pratica essa devoção

Em revelação particular a Santa Brígida, devidamente aprovada pela Igreja, Nossa Senhora promete conceder sete graças para quem, cada dia, rezar sete Ave-Marias em honra das suas dores e lágrimas:

Eis as promessas:

Porei a paz em suas famílias;
Serão iluminados sobre os Divinos Mistérios;
Serão consolados em suas penas e os acompanharei nas suas aflições;
Tudo o que pedirem lhes será concedido, contanto que nada se oponha à vontade adorável do Meu Divino Filho e à santificação das suas almas;
Irei defendê-los nos combates espirituais contra o inimigo infernal e serão protegidos em todos os instantes da vida;
Irei assisti-los visivelmente no momento da morte e verão o rosto da Sua Mãe Santíssima;
Obtive do Meu Filho que, os que propaguem esta devoção (às Minhas Lágrimas e Dores), sejam transladados desta vida terrena à felicidade eterna, diretamente, pois terão todos os seus pecados apagados e o Meu Filho e Eu seremos a sua eterna consolação e alegria.

(Fontes:Texto - Arautos do Evangelho / Imagens - Thesaurus Precum)

sábado, 8 de abril de 2017

Conhecer bem a Semana Santa


A Semana Santa está inserida no Ciclo da Páscoa, que começa com a Quaresma e vai até a Festa de Pentecostes.

O ciclo se divide em 3 tempos: Quaresma / Semana Santa / Tempo Pascal

Quaresma

A Quaresma compreende a Quarta-feira de Cinzas e mais cinco domingos, como preparação para a Páscoa. É um tempo de penitência, jejum e oração. As leituras bíblicas são próprias para esse período de exame de consciência.

O quarto domingo é chamado Domingo da Alegria, quando nos lembramos que a Páscoa se aproxima.

Semana Santa

Depois começa a Semana Santa, com o Domingo de Ramos, quando relembramos a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém.

Na Segunda-feira Santa recordamos a prisão de Jesus.

Na Terça-feira Santa celebra-se as Sete Dores de Nossa Senhora.

Na Quarta-feira Santa celebramos a Procissão do Encontro do Senhor dos Passos com sua Mãe, Nossa Senhora das Dores.

Na sequência temos o Tríduo Pascal com a Quinta-feira Santa e a Instituição da Eucaristia, a Sexta-feira Santa com a Paixão e Morte de Jesus, e a Vigília Pascal, na madrugada do Domingo, quando celebramos a Ressurreição de Jesus.

Tempo Pascal 

Em seguida entramos no Tempo Pascal, que começa no Domingo de Páscoa e se estende por mais cinco domingos.

Depois celebramos o Domingo da Ascensão do Senhor e o Domingo de Pentecostes, fechando o Ciclo Pascal, que dura 14 semanas.

De todos os dias do ano, o Domingo de Páscoa é o dia mais importante para nós cristãos, pois, com sua ressurreição, Jesus vence a morte e nos garante a vida eterna. Esse dia se estende por mais 50 dias, até o Domingo de Pentecostes.


Historicamente, a ressurreição de Jesus é o acontecimento mais importante da humanidade, pois marca a redenção e a libertação do pecado da humanidade.

Celebrar a Semana Santa não significa simplesmente relembrar fatos passados da vida de Jesus. Não. É como se vivêssemos tudo novamente, como na celebração da Santa Missa.

E se celebramos com fé e devoção o Tríduo Pascal, recebemos um importante benefício espiritual: as Indulgências.

Durante o Tríduo Pascal ganhamos, para nós ou para os fieis defuntos, uma Indulgência Plenária se realizarmos uma das seguintes obras estabelecidas pela Santa Igreja:

Quinta-feira Santa: Se durante a exposição do Santíssimo, que se segue à Missa da Ceia do Senhor, recitamos ou cantamos o hino eucarístico "Tantum Ergo" (Tão sublime Sacramento). Se visitarmos, pelo espaço de meia hora, o Santíssimo Sacramento, exposto no altar para adoração.
Sexta-feira Santa: Se fizermos piedosamente a adoração da Cruz na celebração da Paixão do Senhor.
Sábado Santo: Se rezarmos o Santo Rosário.
Vigília Pascal: Se participarmos da celebração da Vigília Pascal (Sábado Santo) e nela renovarmos as promessas de nosso Santo Batismo.

Para recebermos a Indulgência Plenária, além de realizarmos as obras ou preceitos acima , é preciso cumprir as seguintes condições:
- Arrependimento sincero e Confissão Sacramental;
- Comunhão Eucarística;
- Oração pelas intenções do Papa.

Essas três condições podem ser cumpridas uns dias antes ou depois da execução da obra enriquecida com a Indulgência Plenária, mas convém que a comunhão e oração pelas intenções do Sumo Pontífice se realizem no mesmo dia em que se cumpre a obra. Ou seja, se você quer receber a indulgência plenária, para você ou para um ente querido, deve participar especificamente de uma das celebrações do Tríduo Pascal, comungar e rezar pelo Papa.

Tanto a confissão quanto a oração pelo Papa podem ser feitos na semana anterior ou posterior à celebração escolhida.

A oração pelo Santo Padre se cumpre com um Pai-Nosso e uma Ave-Maria ou qualquer outra oração que o fiel desejar.

Hino Eucarístico

Tão Sublime Sacramento / adoremos neste altar /
pois o Antigo Testamento / deu ao Novo o seu lugar / 
Venha a fé / por suplemento / os sentidos completar. /

Ao Eterno Pai cantemos / e a Jesus o Salvador /
Ao Espírito exaltemos / na Trindade eterno amor /
Ao Deus Uno / e Trino demos / a alegria do louvor. /
Amém!


Fonte: Revista Brasil Cristão - Texto Cássio Abreu

quarta-feira, 1 de março de 2017

Caminhar com Cristo para a vida!

 

Quarta-feira de Cinzas
(Cor Litúrgica: Roxa)

Estamos iniciando o Tempo Litúrgico da Quaresma. O Senhor nos convida à conversão, para "rasgar o coração e não as vestes" e para voltar-se com mais fervor para Ele, nosso Deus (Leia a Profecia de Joel:  Jl 2, 12-18).

Aquele que nos chama à conversão é paciente, compassivo e misericordioso.

Em meio às preocupações e correria desenfreada de nossos dias, deixemos que o Espírito de Cristo nos toque profundamente e caminhemos firmes no caminho do Senhor.


Oremos:

Ó Deus todo-poderoso, ajudai-nos a viver
e a celebrar com dignidade o Tempo da Quaresma,
ajudai-nos, também, a caminhar para a vida nova
em Vosso Filho Jesus.
Dai-nos um coração generoso, acolhedor
e sempre pronto à prática do bem,
da justiça e da caridade.
Amém!
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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Família: bênção de Deus

 
Quando Deus quis enviar o seu Filho ao mundo, o fez numa família. Poderia ter feito de outra maneira?

"A Deus nada é impossível" (Lc 1,37), disse o Anjo Gabriel a Maria.

"Tudo é possível e Deus" (Mt 19, 26), disse Jesus a seus discípulos.

Por que então, Deus escolheu este caminho para enviar seu Filho?

Mais do que dar uma explicação de seu gesto, a escolha de Deus aponta numa direção, num valor e num tesouro: esse tesouro, esse valor e essa direção é a família.

É interessante constatar que o Pai pediu muitos sacrifícios a Jesus. Seu Filho nasceu numa gruta; foi perseguido ainda criança; teve adversários; foi condenado à morte como criminoso; morreu na cruz. O que o Pai não lhe pediu foi que nascesse e vivesse numa família desestruturada. Por quê? Porque a família é fundamental para o desenvolvimento harmonioso de uma pessoa. Cada dia temos tristes provas de que um "sem-família" tem maiores dificuldades para ser emocional, psíquica e espiritualmente equilibrado.

Há um texto bíblico que encerra preciosos ensinamentos para as famílias de hoje (Lc 2, 41-52) que recorda a perda e o encontro de Jesus quando ele tinha 12 anos.

À luz desse episódio marcante na vida da Família de Nazaré, aprendemos que a família é, antes de tudo, o lugar da fé. A peregrinação a Jerusalém nos mostra que nesta família Deus ocupava o primeiro lugar e estava no centro da vida de todos. Outra característica: a confiança. O amor de José e Maria não colocava Jesus numa redoma. Além disso, nessa família havia diálogo: cada qual, na liberdade, colocava seus pontos de vista. Dessa ocasião temos a primeira palavra de Jesus: "Não sabeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai?" (Lc 2, 49)

Por mais que nos pareça "normal", não deixa de ser extraordinário o fato de que o Filho de Deus tenha tido pais e tenha passado a maior parte de sua vida em uma família. Ali não apenas preparou-se para sua missão, mas já evangelizou. Maria, sua mãe e mestra, muito deve ter aprendido com a maneira de Jesus rezar ao Pai, de agir como Filho e de acolher os outros como irmãos.


A família é uma escola de amor


Hoje, somos testemunhas de que nenhum outro grupo humano sofre tanto as repercussões do mundo que o rodeia como a instituição familiar.

Em cada família ecoam imediatamente os problemas econômicos e os desajustes pessoais; a propaganda e as crises da sociedade; a onda de permissividade e o clima erotizante de muitas novelas e programas televisivos.

Da parte da Igreja, foi sempre uma constante defender e promover a vida familiar. Ela sabe que a família é imagem de Deus. É nela que, normalmente, se aprende que Deus é Pai e que o amor só é verdadeiro quando se traduz em doação, sacrifício e superação de toda forma de egoísmo.

A família é a melhor escola para o amor, isto é, para cada um aprender a ir ao encontro do outro e, assim, fazê-lo feliz. Se é importante e essencial que a criança e o jovem tenham alimentação, saúde e escola, não menos importante é que recebam o que será essencial para seu pleno desenvolvimento: amor, carinho e compreensão. Mais do que por palavras, será pelo exemplo dos pais que esses valores lhes serão transmitidos.

A oração reforça a estabilidade e a solidez espiritual da família, ajudando a fazer com que participe da fortaleza de Deus. Na oração não é Deus que se recorda do ser humano; nós é que tomamos consciência da presença e do amor de Deus em nossa vida.

Estejamos convictos: a oração dos pais pelos filhos tem um poder imenso diante de Deus!

Não podemos ter medo dos desafios que nossas famílias enfrentarão. A força divina é maior do que as dificuldades que elas deverão enfrentar. A graça de Deus, recebida de maneira especial no sacramento do matrimônio, é mais forte do que o mal.

É para cada família, portanto também para a sua, o que Jesus diz: "No mundo tereis tribulações, mas tende coragem: eu venci o mundo" (Jo 16, 33).


Fonte: Revista Brasil Cristão - Texto: D. Murilo Krieger, scj, Arcebispo de São Salvador da Bahia, Primaz do Brasil

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