segunda-feira, 29 de março de 2010

Papel de parede - Páscoa

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domingo, 28 de março de 2010

Ressurreição

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“Creio em Ti, ressuscitado, mais que São Tomé.
Mas aumenta na minha alma o poder da fé.
Guarda minha esperança, cresce o meu amor.
Creio em Ti, ressuscitado, meu Deus e Senhor!”

(canto “Deus de amor”, de Pe. Josmar Braga e Pe. José Alves)



Não posso deixar de me alegrar, Senhor, pois disseste a São Tomé que é mais feliz quem crê sem ter visto (Jo 20,29). E eu pensava que era necessário ter um quadro fotográfico de Tua face para acreditar. Que nada! Tu tens me mostrado lampejos de Tua presença ressuscitada “na rua de minha vida”; nas pessoas que tenho me encontrado; nos acontecimentos vivenciados.

Obrigado, meu Deus, por esta presença, dinamizadora, afável e amiga!

No entanto, quero Te pedir, meu Mestre, que aumentes a minha fé. Ela ainda é pequena! Ajuda-me a me tornar homem e a fazer desaparecer o que é próprio de criança (1Cor 13,11). Guarda minha esperança, cresce o meu amor a fim de que vendo minhas boas obras, glorifiquem o Pai que está no céu.

(Éder Mataveli Vargas)

segunda-feira, 8 de março de 2010

Agenda de hoje:



"Quando encontrardes um homem cansado demais para vos dar um sorriso,
dai-lhe o vosso."
(A.Carnegie)
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sábado, 6 de março de 2010

Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010


Vocês não podem servir
a Deus e ao dinheiro


A Campanha da Fraternidade faz parte do calendário anual de nossas dioceses. Promovida pela CNBB, essa campanha procura inquietar a sociedade com reflexões sobre temas sociais, especialmente aqueles que prejudicam a vida fraterna. Em 2010, há uma particularidade: a Campanha outra vez será ecumênica – isto é, assumida, também, por outras Igrejas cristãs.

O tema escolhido para a CF2010 foi: “Economia e Vida”; e o lema: “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6,24). Seu objetivo geral é unir as Igrejas cristãs e as pessoas de boa vontade na promoção de uma economia que esteja a serviço da vida, em vista da construção da paz. Seus objetivos específicos são denunciar a perversidade de um modelo econômico que visa ao lucro em primeiro lugar; educar para a prática de uma economia de solidariedade, valorizando a vida como o bem mais precioso; e conclamar as Igrejas e a sociedade para a implantação de um modelo econômico que respeite todas as pessoas.

Como se pode perceber, estamos diante de objetivos ousados. Mas como não ser ousado diante das injustiças que nascem de uma economia em que o lucro está em primeiro lugar e o ser humano não passa, muitas vezes, de um “produto”, útil apenas enquanto ajuda no crescimento dessa mesma economia? Como ficar indiferente diante de uma “máquina” econômica que gera desigualdade, miséria, fome e morte?

Realizada na Quaresma, a CF quer “acordar” a sociedade, motivando-a a uma profunda conversão. Afinal, a Vida é um valor mais importante que os interesses do mercado.

A palavra “economia” vem do grego e significa, literalmente, “a administração da casa”. Sua finalidade é a de providenciar tudo o que é necessário para a sobrevivência. Uma constante no pensamento social cristão é o caráter humano da economia, como atividade realizada por pessoas, devendo orientar-se a serviço delas – isto é, as pessoas são o centro e a razão de ser da vida econômica.

Há os que perguntarão: tem sentido as Igrejas cristãs tratarem de um tema como esse? Não haveria outros temas mais interessantes e urgentes, que seriam mais “religiosos”?

Tudo o que é importante para o ser humano é importante para o Evangelho. Por isso é que Jesus se preocupou não somente com temas ditos “religiosos”, mas também com a fome, com as doenças e as injustiças. Ao advertir que não podemos servir a Deus e ao dinheiro, Cristo deixou claro que as injustiças de nosso mundo têm como causas a ganância e o egoísmo. As injustiças crescem, pois, quando o dinheiro e o lucro se tornam “deuses”, as pessoas passam a reverenciá-los, devotando-lhes seu tempo e suas preocupações. Quem assim se comporta, deixa de amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, pois passa a servir, em primeiro lugar, ao “deus” dinheiro.

Em síntese: a relação entre a fé e a vida é muito maior do que se imagina. Por isso, questões como justiça e solidariedade são constitutivas do anúncio do Evangelho – isto é, fazem parte integrante dele. Trabalhemos, então, para preservar a grande casa comum, o planeta Terra, planeta da vida e morada da família humana. Busquemos mudar a economia, dando-lhe um rosto humano. Saibamos agir motivados pelo desejo de servir ao Senhor. Servindo-o, além de lhe darmos o que Ele tem direito de receber de nós, suas criaturas, estaremos colaborando decisivamente para a construção de um mundo fraterno.
(Dom Murilo S.R. Krieger)


Fonte: Revista Mensageiro do Coração de Jesus - vol.116 - nº1278
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segunda-feira, 1 de março de 2010

Inversão do relato da criação

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No princípio Deus criou o céu e a terra.


Depois de muitos milhões de anos, o homem criou coragem
e resolveu assumir o comando do mundo e do futuro.
Então começaram os sete últimos dias da história.

Na manhã do primeiro dia o homem resolveu ser livre e belo, bom e feliz.
Resolveu não ser mais a imagem de um Deus,
mas ser simplesmente homem.
E, como devia acreditar em alguma coisa,
acreditou em liberdade e felicidade, em bolsa de valores e em progresso,
em planejamento e desenvolvimento e, principalmente, em segurança.
Sim, a segurança era a base. Disparou satélites perscrutradores e
preparou foguetes carregados de bombas atômicas.
E foi a tarde e a manhã do primeiro dia.


No segundo dia dos últimos tempos
morreram os peixes dos rios poluídos pelos dejectos industriais;
morreram os peixes do mar pelo vazamento dos grandes petroleiros
e pelo depósito do fundo dos oceanos: os depósitos eram radioativos.
Morreram os pássaros do céu impregnados de gases venenosos
– inversão térmica –;
morreram os animais que atravessavam incautos as grandes rodovias,
envenenados pelas descargas plúmbeas do trânsito infernal.
Mas morreram também os cachorrinhos de estimação
pelo excesso de tinta que avermelhava as linguiças.
E foi a tarde e a manhã do segundo dia.


No terceiro dia, secaram o capim nos cerrados,
a folhagem nas árvores, o musgo nos rochedos e as flores nos jardins.
Porque o homem resolveu controlar as estações
segundo um plano bem exato.
Só que houve um pequeno erro no computador da chuva,
e até que descobrissem o defeito, secaram-se os mananciais,
e os barcos que singravam os rios festivos encalharam nos leitos ressequidos.
E foi a tarde e a manhã do terceiro dia.


No quarto dia, morreram 4 dos 5 bilhões de homens:
uns contaminados por vírus cultivados em provetas eruditas,
outros por esquecimento imperdoável de fechar os
depósitos bacteriológicos, preparados para a guerra seguinte;
outros ainda morreram de fome porque alguém não se lembrava mais
onde escondera a chave do depósito de cereais.
E amaldiçoaram Deus:
se ele era bom, por que permitia tantos males?
E foi a tarde e a manhã do quarto dia.


No dia quinto dia, os últimos homens resolveram
acionar o botão vermelho, porque se sentiam ameaçados.
O fogo envolveu o planeta, as montanhas fumegaram, os mares evaporaram.
Nas cidades, os esqueletos de concreto armado ficaram negros,
lançando fumaça das órbitas abertas.
E os anjos do céu assistiram espantados
como o planeta azul tomou a cor do fogo,
depois cobriu-se com um marrom sujo
e, finalmente, ficou cor de cinza.
Eles interromperam os seus cantos durante dez minutos.
E foi a tarde e a manhã do quinto dia.


No sexto dia apagou-se a luz:
poeira e cinza encobriram o sol, a luz e as estrelas.
E a última barata que tinha escapado num abrigo antiatômico
morreu pelo excesso de calor.
E foi a tarde e a manhã do sexto dia.


No sétimo dia, havia sossego, até que enfim.


“Os céus pertencem somente ao Senhor,
mas a terra Ele deu aos seres humanos.”
(Salmos 115:16)

E é nossa responsabilidade cuidar e amar o que Deus criou!
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