segunda-feira, 11 de abril de 2016

Sexto Mandamento


Deus é criador. O homem e a mulher são procriadores do ser humano, com Deus. E, para que se realize esse plano divino da procriação, Deus criou o masculino e o feminino e lhes deu os órgãos genitais, necessários para a procriação. Daqui se deduz a grandeza, a santidade, a importância e a beleza da sexualidade e da genitalidade humanas e, ao mesmo tempo, a finalidade do seu uso, dentro do plano da procriação e união do casal.

A mística deste mandamento está na maravilha do amor de Deus, que deu ao homem e à mulher o dom de gerar vidas.

Portanto, todo uso fora do contexto da procriação e união do casal, contexto que inclui a comunhão de amor manifestada permanentemente dentro do casamento abençoado, torna-se abuso e pecado contra a castidade.

Só na ótica do amor é possível perceber a grandeza e a santidade da sexualidade e da genitalidade, bem como das relações sexuais santificadas pelo sacramento do matrimônio.

A convicção da santidade e da genitalidade faz com que os casais evitem todas as tentações que chamam para práticas desnaturadas, depravadas e viciosas.

As relações sexuais normais, naturais, abençoadas pelo sacramento do matrimônio, incluem todas aquelas intimidades físicas e sentimentais que preparam o ato conjugal ou que o complementam. Essas relações, bem conduzidas, têm o condão de aprofundar os laços de amor, de curar feridas de desamor, de acalmar a tendência natural para a busca do prazer unicamente genital.

(Pe. Alírio J. Pedrini, scj)

terça-feira, 5 de abril de 2016

O Dom do Temor de Deus

 
Na última postagens sobre os dons do Espírito Santo, começo com uma citação do Papa Francisco sobre o Temor de Deus: "Este dom, não significa ter medo de Deus: sabemos bem que Deus é Pai, nos ama, quer a nossa salvação e sempre nos perdoa. Não há motivo para ter medo Dele! O temor de Deus é o dom do Espírito que nos recorda quanto somos pequenos diante de Deus e do seu amor, e que o nosso bem está em nos abandonarmos com humildade, respeito e confiança em suas mãos".

O Livro dos Provérbios nos recorda esta verdade: "O temor do Senhor é o princípio do saber" (Prov 1, 7). Por isso Jesus nos convida a sermos como crianças, para que, na sabedoria, que vem de Deus e na confiança que temos Nele, nos deixemos ser conduzidos por Ele.

Por outro lado, não podemos minimizar o temor de Deus. Não se trata de termos apenas respeito por Ele, embora o respeito faça parte desse dom, o temor a Deus deve nos levar a compreender o quanto Deus abomina o pecado e tudo o que fazemos que o desagrada.

Por isso, novamente, Cristo nos convida a sermos como crianças, quando tínhamos a orientação de nossos pais nos prevenindo de todos os males e perigos.

Isso acontece "quando o Espírito Santo faz morada em nosso coração, infunde em nós consolo e paz, e nos leva a nos sentirmos como somos, isto é, pequenos"; ou, como dito acima, como criança que coloca todas as preocupações e expectativas em Deus, sentindo-se envolvidos e apoiado pelo seu amor e proteção, como a criança com seu pai!

"Nesse sentido, compreendemos bem como o temor de Deus assume em nós a forma da docilidade, do reconhecimento e do louvor, enchendo o nosso coração de esperança".

(Pe. Adilson Ulprist)
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