terça-feira, 25 de junho de 2013

Qual a sua praia?



Uma situação comum nas grandes cidades é perceber que as pessoas mais ricas podem ter casas melhores, morando e vivendo com mais conforto e mais próximas de seus locais de trabalho, enquanto as pessoas em piores condições financeiras são "empurradas" cada vez mais para longe, para a periferia, às vezes até para outras cidades próximas.

Geralmente, as pessoas de baixa renda, para chegar ao local de trabalho - quando não estão desempregadas -, pegam várias conduções e muito trânsito, gastam grande parte do dia esmagadas em conduções superlotadas.

É claro que essa não é uma verdade absoluta, mas não é isso que acontece?! Essa não é a sua realidade ou das pessoas com que você convive diariamente?!

Na periferia, por serem mais simples e terem menos bens materiais para proteger e cuidar, as pessoas são mais amigas e companheiras. Ajudam-se mutuamente! Quem tem menos dinheiro socorre e cuida do outro nas dificuldades, dando aquilo que tem e que é pouco para si, àquele que precisa mais e tem menos ainda.

No Evangelho de Lucas (10, 25-37), Jesus nos conta a história de um homem que ia por uma estrada, é assaltado, espancado e fica jogado no chão quase morto. Algumas pessoas passam por ele e não o socorrem. Somente um para, cuida de seus ferimentos, coloca-o em seu próprio animal e deixa-o numa pensão para ser cuidado.

Só aquele de coração bem aberto e disponível ao outro, que não precisam defender os inúmeros bens materiais adquiridos (carro importado, casa na praia ou na fazenda, etc...), nem tem que manter seu status, estão abertos à dor, à luta, ao sofrimento, às alegrias, às vitórias, à vida do outro - irmão, vizinho, colega de escola ou de trabalho, parente ou amigo. 

O cristão que não fica só nas palavras se compadece, se move, se mexe por aquele que sofre, mesmo que ele não tenha muitas condições de ajudar.

E você, meu amigo e minha amiga, a qual grupo pertence? Qual a sua praia?

(Pe Jonas Carvalho de Moraes, SJ)

Um comentário:

Célia Rangel disse...

Evidentemente que não sou perfeita, nem pretendo, mas à medida do possível sempre me envolvo efetivamente.
Abraço, Célia.

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